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Openbox: Instalação e uso parte II

Uma vez instalado o Openbox 3.4.x (versão recomendada - no momento da confecção deste texto a última era 3.4.4), provavelmente o leitor já terá uma entrada específica no gerenciador de login gráfico (GDM e KDM são os mais usados) e isso reflete na verdade a inserção das seguintes entradas no diretório /usr/share/xsessions: openbox-gnome.desktop, openbox-kde.desktop e openbox.desktop. Se o leitor não usar qualquer gerenciador de login, chamando o X através do console, deve inserir a entrada respectiva em seu .xinitrc com qualquer das opções seguintes: /usr/bin/openbox-gnome-session, /usr/bin/openbox-kde-session ou /usr/bin/openbox-session. Tanto as entradas do gerenciador de login gráfico como as mencionadas para o xinitrc são scripts que permitem o uso do Openbox respectivamente com o ambiente de desktop Gnome, substituindo o gerenciador de janelas padrão metacity; o KDE, substituindo o Kwin, e finalmente, o uso do Openbox, em sua forma mais pura.

Já se falou que o Openbox é um gerenciador de janelas minimalista e isso quer dizer que segue o padrão *box, como o fluxbox e o blackbox, isto é, não apresenta ícones na área de trabalho, sequer uma barra de ícones como o primeiro. Quando o leitor o carregar pela primeira vez, se não houver costume, poderá espantar-se pois na tela verá apenas o background. Clicando-se em qualquer parte do desktop com o botão direito do mouse, surgirá o menu, onde se encontrarão as chamadas para os programas instalados na máquina. Pressionando o botão do meio do mouse em qualquer ponto do desktop vemos uma lista de aplicações divididas por área de trabalho, ou se não houver programas rodando, apenas essas. Pode parecer frustrante inicialmente, mas em verdade, o Openbox pode tornar-se, a partir da sua configuração simples, um ambiente de trabalho extremamente poderoso e plenamente adaptado a quaisquer necessidades do usuário.


O primeiro arquivo a ser abordado é o importante rc.xml. Ele configura os principais aspectos do Openbox, como fontes, tema, número e nomes de áreas de trabalho, atalhos de teclado para diversas utilidades (keybindings). O leitor, com a instalação provavelmente já tem em seu home (~/) o diretório oculto .config/openbox e é neste que armazenará os arquivos de configuração do Openbox. Se nele não existirem arquivos como o rc.xml, autostart.sh e menu.xml recomendo a cópia dos existentes na configuração geral, em /etc/xdg/openbox.

A marcação do rc.xml é importante e merece cuidado na hora da edição com seu editor favorito. Eis o que uso. Com uma certa atenção, descobre-se facilmente como editar as entradas do rc.xml, mas cuidado, um "<" fora do lugar e a entrada respectiva não funcionará. Alguns aspectos configurados pelo rc.xml podem ser acessados pelo já mencionado (e útil) programa obconf, da mesma forma que o menu do Openbox pode ser editado pelo programa chamado obmenu, embora eu prefira particularmente usar o obconf nas configurações de temas e não use o obmenu, preferindo editar este através do arquivo de configuração menu.xml aberto no editor de minha preferência.

O menu do Openbox, acessado pelo clique com o botão direito do mouse, como se disse acima, provém da configuração do arquivo menu.xml, a qual é extremamente bem abordada por este artigo de lavra do amigo Og Maciel. O menu que estou usando correntemente no Openbox é este, extremamente modificado segundo as minhas necessidades, através das dicas relatadas pelo artigo já referido.

O rc.xml, apesar de cobrir vários aspectos de configuração do gerenciador de janelas objeto desse estudo, não permite algumas configurações, como a imagem de fundo, por exemplo. Isto será feito com outro arquivo de configuração que também deve existir em ~/.config/openbox, chamado autostart.sh, cuja função remete ao próprio nome do arquivo, qual seja, chamar automaticamente programas e scripts na inicilização do Openbox. Ali, o leitor poderá controlar a velocidade do mouse com a entrada xset m 30/10 4, usar o programa "nitrogen" para configurar a imagem de fundo com a entrada nitrogen --restore &, carregar seu próprio mapa de teclado com a entrada xmodmap ~/.xmodmap e até usar um painel como o pypanel com a entrada pypanel & (ver screenshot abaixo). As possibilidades são imensas e vão desde chamadas ao gerenciador de desklets da peferência do usuário, até scripts próprios para a execução de programas, automaticamente. Meu autostart encontra-se aqui.


No próximo post abordarei aspectos do rc.xml+autostart.sh+xmodmap, isto é, extensão das funcionalidades do Openbox com mapeamento de teclas e uma pequena vista no Xdefaults. Fontes inesgotáveis de dicas sobre o Open são sua própria homepage e o wiki do Ubuntu.




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